A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de não comparecer ao último debate eleitoral do primeiro turno, a ser realizado pela TV Globo, gerou preocupação entre aliados e interlocutores próximos à sua campanha. A partir da ausência do petista, o candiato Flávio Bolsonaro (PL) confirmou sua ida e pretende se mostrar como um candidato com propostas sólidas e de perfil moderado, mirando eleitor indeciso, e se prepara também para responder perguntas incômodas à sua campanha.
Além de Flávio, estão confirmados para o debate desta quinta-feira (01) os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
A principal preocupação dos aliados do presidente reside no chamado “campo vazio“. A emissora já anunciou que, conforme as regras do evento, o espaço destinado a Lula permanecerá vago durante o debate.
Para os interlocutores da campanha, isso representa uma exposição negativa, visto que os adversários poderão explorar livremente a ausência, afirmar que o candidato se recusou a prestar contas à população e até chamá-lo de “fujão”.
Além disso, Lula tende a ser criticado ao longo de todo o programa sem ter a oportunidade de apresentar qualquer contraponto.
No lugar do debate, Lula confirmou participação em uma entrevista em formato de podcast.
