A Argentina se prepara para os possíveis impactos de um El Niño de intensidade histórica. O fenômeno climático continua ganhando força no Oceano Pacífico e pode atingir seu pico entre o fim de 2026 e o início de 2027, aumentando o risco de chuvas intensas, cheias de rios e inundações em diferentes regiões do país.
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), existe mais de 90% de probabilidade de o atual El Niño alcançar intensidade muito forte durante os próximos meses. As projeções indicam que o episódio poderá estar entre os mais intensos da série histórica iniciada em 1950.
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial ficam mais quentes do que o normal. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e interfere nos padrões de chuva e temperatura em várias partes do planeta, provocando períodos de seca em algumas regiões e precipitações acima da média em outras.
Na Argentina, os efeitos do fenômeno costumam ser mais significativos nas regiões central e nordeste, onde o aumento das chuvas pode favorecer enchentes, alagamentos e a elevação do nível dos rios.
O Serviço Meteorológico Nacional argentino confirmou, em setembro, que o país já está sob influência do El Niño. Segundo o órgão, os modelos climáticos indicam a manutenção de um episódio forte ou muito forte durante a primavera no Hemisfério Sul.
