O economista Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) e coordenador da área de energia no programa do candidato Flávio Bolsonaro (PL), pediu que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pare de tomar medidas voltadas ao setor enquanto não se define o processo eleitoral.
“É hora de desligar o rádio”, disse Pires à CNN, ressaltando a imprevisibilidade da disputa e a diferença de visões entre as duas campanhas com mais chances de vitória nas urnas.
“Isso só gera insegurança e imprevisibilidade sobre o que estará valendo daqui a algumas semanas”, acrescentou.
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Ele deu um exemplo: o decreto presidencial, prestes a sair, de regulamentação do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center) e do dispositivo que trata de fontes de “baixa emissão” para o atendimento energético de novos projetos.
Conforme relatos dos últimos dias, a posição do Ministério da Fazenda tem prevalecido: excluir o gás natural e restringir os incentivos fiscais às energias renováveis (eólica e solar), possivelmente só novas usinas, o chamado critério de “adicionalidade”.
