As autoridades do Tennessee, nos Estados Unidos, não conseguiram executar Christa Gail Pike nesta 4ª feira (30.set.2026), mesmo depois de administrar 2 doses de um medicamento letal. Condenada pelo assassinato de uma jovem em 1995, Pike, de 50 anos, permaneceu viva e roncando após a tentativa de execução por injeção letal, segundo seus advogados. As informações são da Associated Press.
Pike foi levada a um hospital em uma ambulância. Até a noite desta 4ª feira (30.set), não havia informações sobre seu estado de saúde. A injeção continha pentobarbital, segundo registros da prisão.
O governador do Tennessee, Bill Lee, determinou uma investigação independente sobre o caso e suspendeu as execuções no Estado até o fim do ano. Havia apenas outra execução programada no período.
Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, classificou o episódio como “algo único e sem paralelo”. Segundo ela, outras 7 pessoas sobreviveram a complicações durante tentativas de execução, mas ninguém havia permanecido vivo depois de receber os medicamentos letais.
Testemunhas da imprensa relataram que Pike permaneceu acordada durante parte do procedimento. Às 19h27, as cortinas da câmara foram abertas e a condenada apareceu presa a uma maca. Em determinado momento, ela levantou a cabeça e perguntou aos funcionários se seu braço deveria estar se sentindo daquela forma.
Às 20h26, uma segunda dose de pentobarbital foi administrada.
