O governo avalia que a compra da Meteoric Resources pela Lynas Rare Earths deve passar sem grandes dificuldades pelo novo conselho de minerais críticos e enxerga a operação como uma referência do tipo de investimento que a nova política para o setor pretende atrair ao Brasil.
Segundo interlocutores do governo ouvidos pela CNN, o negócio reúne alguns dos principais objetivos defendidos pelo Planalto na nova política: entrada de capital estrangeiro, processamento no país, agregação de valor e incorporação de tecnologia.
A avaliação é que, diante de um projeto desse porte, não faria sentido o novo CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos) criar obstáculos relevantes à operação.
O colegiado tem entre suas atribuições homologar mudanças de controle de empresas que detenham direitos minerários sobre minerais críticos e estratégicos.
A aquisição da Meteoric pela Lynas, avaliada em cerca de R$ 3,5 bilhões, depende dessa autorização. Os próprios documentos da transação citam expressamente a aprovação brasileira para a mudança de controle como uma das condições para a conclusão do negócio.
Na leitura de integrantes do governo, porém, o caso está próximo do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou estimular ao sancionar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
