A quatro dias do início da votação, nenhuma pesquisa eleitoral aponta um favorito claro ao Palácio do Planalto. No primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na frente ou empatado com Flávio Bolsonaro (PL), a depender do instituto consultado, com diferenças que, em vários levantamentos, cabem na margem de erro. O tema foi discutido na edição especial do O Grande Debate Eleições 2026 na noite de quarta-feira (30).
No segundo turno, o cenário é de empate técnico entre os dois candidatos.
O quadro eleitoral revela divisões bem definidas: Lula lidera com folga entre eleitores que ganham até dois salários mínimos, enquanto Flávio Bolsonaro tem vantagem nas faixas de renda superiores. Entre os católicos, Lula retém a preferência, mas a maioria do voto evangélico segue com Flávio Bolsonaro. O Nordeste continua sendo terreno seguro para a esquerda, enquanto o Sul favorece a direita.
Para Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest, três elementos podem ainda mexer no resultado final: o voto útil, com a possível migração de eleitores de candidatos como Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão); as notícias e o debate; e, sobretudo, o engajamento.
“O comparecimento dos eleitores é fundamental para a reta final e para os resultados que vão aparecer no domingo”, afirmou Russo, acrescentando que esse fator só pode ser capturado plenamente nas vésperas do pleito.
