O 2º leilão do Eco Invest, criado para ampliar o financiamento à recuperação de áreas degradadas no Brasil, conta com R$ 30 bilhões em recursos. Apesar do volume expressivo a transformação destes recursos em operações efetivamente contratadas tem sido um desafio para o setor.
Entre os principais entraves estão a escassez de áreas elegíveis, a falta de projetos estruturados e a ausência de informações que deem segurança às instituições financeiras para liberar o crédito.
A avaliação é de Aline Locks, CEO da Produzindo Certo, agtech especializada em tecnologia e inteligência socioambiental para o agronegócio. A empresa atua na estruturação e no monitoramento de projetos financiados pelo programa.
Segundo Aline, os bancos participantes do Eco Invest 2, têm a meta de desembolsar pelo menos 25% dos recursos até o fim de 2026, mas apenas uma pequena parcela foi desembolsada até o momento.
“O gargalo é realmente ter áreas elegíveis, projetos prontos e dados para dar essa confiança para os bancos operarem”, afirmou.
Produzindo Certo já acompanha R$ 5 bilhões em projetos
A Produzindo Certo já acompanha cerca de 40 projetos relacionados ao Eco Invest 2, em diferentes estágios de desenvolvimento. Juntos, eles representam aproximadamente R$ 5 bilhões em crédito solicitado.
As iniciativas estão distribuídas entre as etapas de análise de elegibilidade, elaboração do projeto técnico e monitoramento de operações já aprovadas.
