A poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, os institutos de pesquisa se debruçam sobre os desafios nas metodologias para retratar com precisão o comportamento do eleitorado.
Em participação no programa O Grande Debate Eleições 2026, na quarta-feira (30), Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, avaliou o desempenho dos institutos de pesquisa nas eleições de 2022 e apontou os principais desafios metodológicos do setor diante da aproximação do pleito de 2026.
Tokarski explicou que a Nexus adota uma postura agnóstica em relação às metodologias de pesquisa, realizando levantamentos tanto por telefone quanto de forma presencial.
Para ele, não existe uma metodologia perfeita: enquanto pesquisas presenciais têm dificuldade de acesso a comunidades e condomínios de luxo, as pesquisas telefônicas enfrentam o problema de pessoas que simplesmente não atendem. “Você vai ter impedimentos nas duas metodologias”, destacou.
Nos projetos eleitorais, a Nexus aposta preferencialmente na pesquisa telefônica. A justificativa, segundo Tokarski, é que esse formato tende a captar um eleitor mais decidido.
“É mais fácil desligar o telefone do que recusar uma entrevista quando você é abordado presencialmente”, explicou. Nas pesquisas presenciais, o entrevistado pode acabar respondendo sem ter uma opinião formada, o que infla o número de indecisos.
O Grande Debate: Há ou não motivos para TSE punir instituto de pesquisa?
