A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de não comparecer ao último debate eleitoral, realizado pela TV Globo, gerou preocupação entre aliados e interlocutores próximos à sua campanha. Segundo apuração da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time, não há consenso no entorno do candidato de que a ausência seja a escolha mais acertada.
A palavra final, no entanto, foi do próprio Lula. Nos dias que antecederam o debate, ele ouviu diferentes vozes dentro da campanha: uma ala defendia a participação, argumentando que a exposição em TV aberta poderia fazer diferença junto ao eleitorado indeciso e ao público feminino, especialmente em uma disputa acirrada.
Outra ala era contrária, avaliando que o formato seria desfavorável e que Lula se tornaria alvo de todos os demais candidatos presentes, todos de direita.
A principal preocupação dos aliados reside no chamado “campo vazio”. A emissora já anunciou que, conforme as regras do evento, o espaço destinado a Lula permanecerá vago durante o debate.
Para os interlocutores da campanha, isso representa uma exposição negativa: os adversários poderão explorar livremente a ausência, afirmar que o candidato se recusou a prestar contas à população e até chamá-lo de “fujão”.
Além disso, Lula será criticado ao longo de todo o programa sem ter a oportunidade de apresentar qualquer contraponto.
No lugar do debate, Lula confirmou participação em uma entrevista em formato de podcast.
