A Rede Globo de Televisão não precisa convidar Renan Santos (Missão) para o debate entre candidatos à Presidência da República programado para a noite desta quinta-feira, 1º. É o que decidiu o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.
O parecer partiu de ação que o Missão ingressou na Justiça Eleitoral. Ao defender a obrigatoriedade do convite para o debate, o partido justificou a presença do candidato em outras ações do Grupo Globo. A legenda lembrou, por exemplo, que Renan concedeu entrevista ao Jornal Nacional, em 26 de agosto. A sigla também citou a sabatina para o portal g1 e o canal de notícias GloboNews, ambos veículos pertencentes ao conglomerado de mídia da família Marinho.
Em sua decisão, Nunes Marques afirmou que as alegações apresentadas pelo Missão faziam sentido. Contudo, apesar de entender que a Globo possa ter mudado de estratégia no meio da corrida eleitoral, o presidente do TSE entendeu que não poderia obrigar a emissora a fazer algo que não está previsto na lei.
Nunes Marques destacou que a Justiça Eleitoral obriga emissoras de rádio e televisão a convidarem para debates candidatos de partidos ou coligações que tenham ao menos cinco integrantes no Congresso Nacional. Com registro válido desde novembro do ano passado, o Missão tem apenas um representante em Brasília, o deputado federal Kim Kataguiri, de São Paulo.
