A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu nesta quarta-feira (30) ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, que declare o ministro Flávio Dino suspeito para atuar em processos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), às eleições de 2026 e ao próprio parlamentar.
Em caráter liminar, os advogados querem que Fachin suspenda a tramitação desses processos na relatoria de Dino até o julgamento da suspeição. No mérito, pedem que o ministro seja declarado suspeito e que os casos sejam redistribuídos. Entre os temas citados estão o uso de emendas parlamentares, o financiamento do filme Dark Horse e pedidos apresentados pelo PT ao Supremo.
A petição afirma que Dino mantém com Lula uma amizade construída ao longo de décadas, o que comprometeria sua imparcialidade em ações com impacto na disputa presidencial. Entre os fatos listados estão a trajetória política de Dino no mesmo campo de Lula, declarações públicas em defesa do petista antes de sua chegada ao Supremo e encontros entre os dois.
“Essa relação precede a toga e a ela, infelizmente, sobreviveu, de forma que compromete a imparcialidade de Sua Excelência para julgar causas que envolvam o Presidente da República e, consequentemente, as eleições presidenciais de 2026 e o Peticionário, principal adversário do atual Presidente na disputa”, dizem os advogados do senador.
A peça também contesta o modo como pedidos com possível efeito eleitoral chegaram a Dino.
