A audiência do Conselho de Justificação da Polícia Militar de São Paulo que pode resultar na expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da soldado Gisele Alves Santana, foi encerrada nesta quarta-feira (30).
Segundo a defesa do réu, a última testemunha indicada pelos advogados foi ouvida durante a audiência. No entanto, o Conselho de Justificação ainda não definiu uma data para o interrogatório do tenente-coronel e ainda falta o depoimento do próprio acusado.
O advogado Eugênio Malavasi, defesa do tenente-coronel, destacou à CNN Brasil que após o interrogatório, será encerrada a fase de instrução processual. Na sequência, as defesas deverão apresentar o chamado memorial defensivo, que corresponde às alegações finais, com os argumentos e pedidos considerados cabíveis no processo.
A defesa não se manifestou quanto a informação de que o oficial poderia sofrer uma expulsão e perda de patente. Também não apresentou detalhes sobre quem seria essa última testemunha e qual o seu relato.
O Conselho de Justificação é um procedimento administrativo da própria Polícia Militar e é diferente da ação penal que apura a morte de Gisele. Ao final do processo administrativo, o colegiado poderá decidir sobre a situação do oficial na corporação.
Geraldo está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona Norte de São Paulo, desde 18 de março, e responde na Justiça pelo feminicídio de Gisele e por fraude processual.
