A poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo (4), vídeos e áudios de candidatos circulam com velocidade pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. Com ferramentas de inteligência artificial capazes de reproduzir rostos e vozes, procurar apenas erros na imagem já não é suficiente para saber se uma gravação é verdadeira.
Movimentos estranhos da boca, deformações no rosto, sombras incoerentes ou problemas em mãos e acessórios ainda podem levantar suspeitas.
Esses sinais, porém, devem ser tratados como alertas e não como provas de manipulação, explica Paulo Baldin, especialista em cibersegurança, proteção de dados e governança digital da CLA Brasil.
Isso significa que um conteúdo falso pode passar sem apresentar defeitos evidentes. Ao mesmo tempo, compressão de vídeo, conexão ruim e problemas de sincronização podem fazer uma gravação verdadeira parecer manipulada.
A recomendação é olhar além da imagem: descobrir de onde o conteúdo veio, procurar a publicação original e verificar se aquela declaração aparece em outras fontes.
Mãos e boca podem dar pistas, mas não provam um deepfake
Durante os primeiros anos de popularização das imagens geradas por IA, características como mãos deformadas e movimentos pouco naturais eram indícios bastante conhecidos. Esses problemas continuam sendo úteis para despertar atenção.
