Você se senta à mesa para começar um trabalho e percebe que precisa procurar uma anotação de alguns dias atrás. Começa a missão impossível: escavar uma montanha de papéis, pastas, canetas, cartões, calendários, comprovantes de compras, pen-drives, agendas, post-its, rolos de fita adesiva, grampeadores, envelopes e afins em busca do item. Com sorte, você acha a anotação e também aquele porta-retrato da família que perdeu em 2017.
Não é só você: muita gente possui mesas extremamente bagunçadas. Algumas dessas pessoas, como Albert Einstein, Mark Twain e Steve Jobs, se tornaram mundialmente famosas. O que já indica que isso, talvez, não seja uma coisa ruim.
5 dicas para estimular a criatividade (segundo a ciência)
Em 2013, pesquisadores da Universidade de Minnesota realizaram um teste. Dois grupos, um deles em uma sala bagunçada e outro em uma sala arrumadinha, foram encarregados de sugerir ideias para novos usos de bolas de pingue-pongue. Uma banca de avaliadores independentes classificou as ideias do grupo da sala bagunçada como mais criativas e interessantes que as da outra equipe. Em outro experimento, as pessoas na sala bagunçada mostraram maior propensão a escolher um produto novo em detrimento de um já estabelecido.
Continua após a publicidade
A conclusão dos cientistas foi que ambientes organizados tendem a induzir uma mentalidade de convenção, tradição e manutenção do status quo.
