A Meta negou nesta quarta-feira (30) que o Muse, seu novo agente de inteligência artificial (IA), consiga acessar mensagens privadas no Mac sem autorização. A resposta veio após um jornalista afirmar que a ferramenta usou informações de conversas pessoais mesmo quando, segundo ele, a permissão necessária para ler esses dados estava desativada.
O caso envolve Jason Aten, colunista da Inc., que testava o Muse em um Mac mini. Durante o experimento, a IA sugeriu que uma conversa recente com o coapresentador de seu podcast poderia virar uma pauta e também mencionou uma mensagem enviada por seu editor. Aten afirma que não havia autorizado o agente a ler suas conversas.
A Meta contesta essa versão. Segundo Andy Stone, vice-presidente de comunicação da companhia, a integração do Muse com o aplicativo Mensagens do macOS precisa ser ativada pelo próprio usuário e depende de permissões concedidas no sistema operacional.
Muse leu mensagens sem permissão?
Ainda não é possível determinar de forma independente o que ocorreu no computador de Aten. O relato do jornalista e a explicação técnica da Meta apresentam versões diferentes sobre o acesso concedido ao Muse.
Segundo a empresa, o usuário precisa habilitar o "Acesso Total ao Disco" no macOS e liberar o conector do Mensagens para que o agente possa consultar o conteúdo das conversas. A configuração ainda passa pelas próprias definições de segurança do sistema da Apple e exige uma confirmação manual.
