O Ministério do Comércio da China anunciou nesta 4ª feira (30.set.2026) que prorrogou as investigações sobre barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. O inquérito apura se o país prejudica cadeias globais de produção e abastecimento e dificulta o comércio de produtos verdes.
As investigações foram iniciadas em 27 de março de 2026 e agora se estendem até 27 de dezembro de 2026. A prorrogação foi justificada pela complexidade dos casos.
De acordo com o Ministério do Comércio chinês, as investigações abrangem práticas e medidas dos EUA que podem “prejudicar gravemente” os interesses comerciais de empresas chinesas. Algumas dessas medidas podem violar regras da OMC (Organização Mundial do Comércio) e outros tratados econômicos e comerciais firmados conjuntamente ou dos quais Pequim e Washington participam.
As evidências e informações preliminares obtidas pelo ministério indicam que essas práticas incluem, entre outras, a restrição ou proibição de exportações de produtos de alta tecnologia para a China e o cerceamento de investimentos bilaterais em setores estratégicos.
A investigação também indica restrições às exportações de produtos verdes para os Estados Unidos, atrasos na implantação de projetos de energia renovável e limitações à cooperação tecnológica relacionada a produtos verdes.
Em agosto, a China tentou se juntar ao Brasil no processo de consulta contra os EUA na OMC (Organização Mundial do Comércio).
