O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, disse, nesta quarta-feira (30), que ficaria “muito preocupado” se os proprietários do Manchester City, de Abu Dhabi, decidissem vender o clube após terem sido considerados culpados de graves violações das regras financeiras.
Burnham elogiou o grupo proprietário liderado pelo Sheikh Mansour pelo investimento feito em Manchester desde 2008.
“Eu ficaria realmente preocupado em perdê-los”, disse à BBC.
“Eles têm sido um parceiro importantíssimo na construção da Manchester moderna e, obviamente, na transformação do Manchester City na potência global que é hoje.”
A Premier League afirmou, na terça-feira (29), que o City usou contratos comerciais “fictícios” como parte de esquemas para inflar a receita e subestimar os custos em mais de 900 milhões de libras (mais de R$ 6 bilhões na cotação atual) ao longo de quase uma década.
O City negou qualquer irregularidade e afirmou que irá recorrer da decisão.
Burnham, que anteriormente foi prefeito da Grande Manchester, traçou paralelos com a luta do Everton contra as regras de lucro e sustentabilidade da liga, argumentando que o clube para o qual torce não havia sido tratado de forma justa.
O Everton recebeu uma dedução de 10 pontos, posteriormente reduzida para seis, após ter sido considerado culpado de violar as regras financeiras da liga durante um período de três anos, encerrado em 2022.
