A preparação do agronegócio brasileiro para as novas regras ambientais da União Europeia passa por um desafio de resolver falhas na rastreabilidade de propriedades rurais e incompatibilidade entre documentos, que podem dificultar o atendimento ao Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido como EUDR, a menos de três meses da vigência da diretriz. É o que avalia a empresa de inteligência geoespacial,Geoambiente.
A aplicação está prevista para 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores e, em geral, para 30 de junho de 2027 para micro e pequenos. A norma alcança produtos de cadeias como soja, café, bovinos, cacau, borracha, óleo de palma e madeira, conforme a lista de mercadorias abrangidas pela legislação.
As comprovações exigidas pelos países do bloco europeu vão além da produção no campo: é preciso certificar a origem das mercadorias.
Para o agro brasileiro, o impacto chega também aos fornecedores dos exportadores. Mesmo quando não são diretamente responsáveis pela declaração exigida na Europa, produtores e cooperativas precisam fornecer informações que permitam aos compradores rastrear a matéria-prima até a origem.
Segundo André Santos, gerente de projetos da Geoambiente, um dos pontos críticos é garantir que os documentos recebidos ao longo da cadeia correspondam à área efetivamente utilizada na produção.
“Não basta simplesmente reunir documentos.
