Laurent Weill é professor de Economia e Finanças na Universidade de Estrasburgo, na França. O texto a seguir, escrito com Caroline Perrin e Jérémie Bertrand, foi originalmente publicado no site The Conversation, que reúne artigos escritos por pesquisadores. Vale a visita.
Preferências políticas costumam ser explicadas pela renda, idade ou nível de escolaridade. Mas nossas pesquisas sugerem que um traço muito mais inesperado também poderia desempenhar um papel: ser canhoto. Com base em uma pesquisa realizada em 18 países ocidentais, observamos que os canhotos se posicionam mais à esquerda politicamente. Um resultado que parece estar mais ligado à identidade do que à biologia.
A questão parece uma piada. Nossos estudos, porém, mostram que existe de fato uma relação estatística entre ser canhoto e tender politicamente para a esquerda.
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Em um estudo recente realizado no âmbito de nossas pesquisas acadêmicas, quisemos determinar se uma característica tão comum quanto a lateralidade, ser canhoto ou destro, poderia estar relacionada às opiniões políticas.
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Para descobrir isso, realizamos um levantamento com 1.404 pessoas em 18 países ocidentais, incluindo França, Alemanha, Estados Unidos, Itália e Espanha. Os participantes indicaram sua posição política em uma escala de dez pontos que vai da direita à esquerda, bem como sua lateralidade.
