BRASIL - O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta quarta-feira (30) vazamentos seletivos e o uso político de investigações durante discurso em homenagem ao primeiro ano da presidência de Edson Fachin na Corte.
Gilmar afirmou que Fachin tem conduzido o STF com sobriedade e equilíbrio, mesmo diante do atual cenário de tensão institucional. O decano também relembrou a atuação dos dois na Operação Lava Jato e destacou que, apesar das divergências nos julgamentos, havia entre eles o entendimento de que o juiz não deve atuar como parte ou instrumento de uma causa.
Críticas a vazamentos e uso eleitoral
Ao relembrar a atuação conjunta com Fachin durante a Lava Jato, Gilmar afirmou que, naquele período, não houve vazamentos seletivos de documentos dos gabinetes dos ministros nem atos que pudessem indicar uso político eleitoral das investigações.
Segundo o ministro, a condução das investigações por Fachin ocorreu de forma equilibrada e sem interesses políticos.
“Naquela quadra só que não houve notícias de vazamentos seletivos em nossos gabinetes. Apesar da sensibilidade dos documentos que estavam sob nossa responsabilidade. Tampouco qualquer ato que pudesse indicar uso político eleitoral das investigações”, afirmou.
Fachin assumiu a relatoria dos processos da Lava Jato no STF após a morte do ministro Teori Zavascki.
