Uma pesquisa publicada em setembro revelou que a paralisia cerebral, ou o alto risco para a condição, pode ser identificada antes dos 5 meses de idade.
Esperar a criança crescer para observar se vai sentar, engatinhar ou andar dentro do período esperado não é o único caminho para investigar a paralisia cerebral. Em bebês que apresentam fatores de risco já identificados no nascimento, avaliações especializadas podem levantar a suspeita ou até permitir o diagnóstico ainda nos primeiros meses de vida.
O estudo, divulgado em 11 de setembro deste ano, na revista científica Pediatric Research, reforça essa possibilidade. A pesquisa acompanhou bebês considerados de maior risco para paralisia cerebral e avaliou a viabilidade de implementar uma estratégia de detecção precoce.
Entre as crianças que receberam diagnóstico de paralisia cerebral ou foram classificadas como de alto risco para a condição, a identificação ocorreu, em média, aos 4,3 meses de idade corrigida (ajuste feito na idade de um bebê prematuro subtraindo as semanas que faltaram para completar 40 semanas de gestação).
O trabalho incluiu 78 bebês internados em uma UTI neonatal na Nova Zelândia.
