O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, voltou a criticar a condução das investigações do banco Master nesta 4ª feira (30.set.2026). Em discurso de homenagem ao 1º ano da presidência de Luiz Edson Fachin, o decano afirmou que a atuação do colega na Lava Jato foi equilibrada sem “qualquer ato que pudesse indicar uso político-eleitoral das investigações”.
O ministro não fez menção direta ao caso Master ou ao ministro André Mendonça, mas voltou a fazer críticas sobre vazamentos seletivos. As declarações tinham como objetivo destacar apontamentos que o decano havia feito no julgamento de 15 de setembro, quando o STF analisou o caso Moraes-Vorcaro. Na ocasião, Gilmar Mendes disse que Mendonça estava motivado por interesses políticos.
A fala desta 4ª feira tinha, inicialmente, o objetivo de homenagear Fachin. Gilmar Mendes declarou que, em contexto de “temperatura elevada”, o presidente do Supremo tem mantido um “tom sóbrio” e com “comprometimento integral com a manutenção da constância, da tranquilidade e do ethos decisórios do Tribunal”.
O decano ainda relembrou quando Fachin atuava como relator das investigações relacionadas à Operação Lava Jato. Gilmar relembrou as discordâncias recorrentes. “Nossos votos apontaram muitas vezes em sentidos opostos, a partir de compreensões distintas sobre o processo penal. Essa divergência, porém, jamais alcançou aquilo que nos unia: a convicção de que o juiz não é parte, nem instrumento de causa alguma”, afirmou.
