A preparação para a safra 2026/27 de soja reúne uma série de fatores que podem influenciar as decisões dos produtores. O aumento das recuperações judiciais no campo, o cenário de endividamento, as condições climáticas, o seguro rural e o avanço do uso de drones estão entre os pontos que exigem atenção no planejamento.
A especialista em Direito do Agronegócio, Renata Abalém, explica que o momento exige cautela dos produtores que chegam à nova safra endividados. Segundo ela, o cenário não afeta apenas quem produz soja, mas toda a cadeia do agronegócio. “Nós estamos com situações climáticas que não prevíamos, pelo menos não prevíamos há muito tempo. Nós estamos com um quadro de endividamento extremamente sério”, diz.
Renata destaca o crescimento das recuperações judiciais e da busca dos produtores rurais pelo Judiciário. Para quem já está endividado, a orientação é evitar decisões tomadas com pressa e analisar com cuidado as alternativas disponíveis. “Se você está com pressa de resolver o seu problema, você está a um passo de resolver mal o seu problema”, afirma.
Avaliação e cautela
Na avaliação da especialista, o produtor deve analisar as condições oferecidas em uma renegociação, observando garantias, indexação e contratos antigos antes de assumir uma nova dívida. O novo compromisso precisa ser compatível com a capacidade de pagamento e não comprometer a safra seguinte.
“Essa nova dívida tem que dar conta de se pagar.
