Imagine um parente distante do simpático tatuzinho-de-jardim, mas com o comprimento de um cão da raça Poodle Toy e capaz de passar mais de cinco anos sem dar uma única mordida. Parece ficção científica, mas essa criatura de aparência “alien” habita a escuridão do fundo dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.
Conhecidos como isópodes de águas profundas, esses crustáceos necrófagos enfrentam um dos ambientes mais hostis da Terra, onde a luz do sol não chega e o alimento cai apenas como raros “flocos de neve” de matéria orgânica.
Agora, um estudo publicado na revista científica Cell revelou o segredo biológico por trás dessa incrível resistência: um estômago gigante combinado ao roubo evolutivo de um gene bacteriano.
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Casca blindada, 14 patas e o tamanho de um Poodle
Longe da delicadeza de outros seres marinhos, eles possuem um exoesqueleto rígido e segmentado, que funciona como uma verdadeira armadura contra a pressão esmagadora das profundezas. Assim como seus parentes terrestres, os isópodes utilizam um mecanismo de autodefesa curioso ao se enrolarem completamente, formando uma bola blindada e inexpugnável diante de ameaças.
A anatomia do bicho impressiona pelo exagero. Enquanto espécies comuns do grupo medem poucos centímetros, algumas dessas criaturas supergigantes passam de meio metro de comprimento, porte semelhante ao de um cão de pequeno porte, como o Shih Tzu ou o Pinscher.
