O ministro Gilmar Mendes afirmou, nesta quarta-feira (30), que não houve “vazamentos seletivos” nem uso político-eleitoral de investigações nos gabinetes do STF (Supremo Tribunal Federal) durante a Operação Lava Jato. A declaração foi feita durante discurso em homenagem ao primeiro ano da gestão do ministro Edson Fachin na Presidência do Tribunal.
Tradicionalmente, o presidente e o decano da Corte discursam nessas ocasiões. Na abertura da sessão, Gilmar Mendes pediu a palavra.
O ministro começou o discurso lembrando a atuação de Fachin na relatoria dos processos da Lava Jato, que classificou como equilibrada, sem concessões ao “espetáculo” ou a interesses políticos e eleitorais. Fachin assumiu o caso em fevereiro de 2017 por meio de um sorteio eletrônico, após a morte do relator anterior, o ministro Teori Zavascki, em um acidente aéreo.
No discurso desta quarta, Gilmar também citou divergências entre os dois à época.
“Naqueles casos, divergimos com frequência sobre questões centrais da operação, como é natural em um colegiado. Nossos votos apontaram muitas vezes em sentidos opostos, a partir de compreensões distintas sobre o processo penal. Essa divergência, porém, jamais alcançou aquilo que nos unia: a convicção de que o juiz não é parte, nem instrumento de causa alguma”, afirmou.
O decano abordou novamente o tema dos “vazamentos seletivos” de investigações.
