As contas do governo federal tiveram deficit primário de R$ 94,87 bilhões de janeiro a agosto de 2026.
Só em agosto, o resultado primário foi negativo em R$ 13,58 bilhões, segundo o documento:
receitas primárias totais - R$ 2.096,98 bilhões no acumulado do ano (63,74% da previsão anual de R$ 3.290,04 bilhões);
despesas primárias totais - R$ 2.184,36 bilhões (64,53% da dotação atualizada de R$ 3.385,14 bilhões);
ajuste metodológico: - R$ 7,49 bilhões.
Em agosto, as receitas primárias somaram R$ 242,74 bilhões, e as despesas pagas, R$ 255,74 bilhões. O ajuste metodológico do mês foi de -R$ 592,49 milhões.
Os dados constam no RREO (Relatório Resumido da Execução Orçamentária) do 4º bimestre, publicado nesta 4ª feira (30.set.2026) no Diário Oficial da União pela Secretaria do Tesouro Nacional. Leia a íntegra (PDF - 2 MB).
RESULTADO NOMINAL E DÍVIDA
O resultado nominal acima da linha, que inclui os juros, teve deficit de R$ 802,44 bilhões no acumulado até agosto. Abaixo da linha, o deficit foi de R$ 801,93 bilhões.
De acordo com o RREO, os juros e encargos passivos incorridos somaram R$ 960,33 bilhões. Os juros e encargos ativos foram de R$ 252,76 bilhões.
A DCL (Dívida Consolidada Líquida) da União chegou a R$ 8.824,95 bilhões ao final de agosto.
Em dezembro de 2025, estava em R$ 8.023,01 bilhões. A Dívida Consolidada Bruta foi a R$ 12.264,07 bilhões.
SEGURIDADE SOCIAL
O Orçamento da Seguridade Social teve deficit de R$ 293,62 bilhões até agosto.
