O fim das bets abriu uma crise financeira e jurídica no futebol brasileiro. Com contratos de patrocínio ameaçados, os clubes buscam alternativas para compensar a perda de receitas e discutem diferentes formas de reação à Medida Provisória que proibiu as apostas de quota fixa no país.
Entre as possibilidades que passaram a circular está a paralisação do Campeonato Brasileiro. A hipótese, porém, não se transformou em uma decisão dos clubes. Enquanto alguns dirigentes discutem formas de aumentar a pressão sobre o governo, outros negam que exista uma articulação concreta para interromper a competição.
O que já está definido é que a MP 1.394/2026 entrou em vigor em 25 de setembro. A medida proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no Brasil.
Quanto o futebol pode perder com o fim das bets?
O impacto financeiro ajuda a explicar a reação dos clubes. Em 2025, os patrocínios de casas de apostas movimentaram R$ 1,03 bilhão entre os times da Série A. O valor correspondeu a 33% das receitas comerciais das equipes e a 7,2% da receita total.
Além disso, 14 dos 20 clubes da Série A tinham uma casa de apostas como patrocinadora máster, em contratos que somavam cerca de R$ 910 milhões. Flamengo, Corinthians e Palmeiras estavam entre os acordos de maior valor.
O problema, porém, não está apenas no patrocínio principal da camisa.
