Instituições financeiras, grupos internacionais e grandes geradores estão ganhando espaço nas negociações de energia na BBCE, em uma mudança de perfil em relação às transações antes mais marcadas pela presença de empresas menores. Segundo a diretora-presidente da plataforma, Camila Batich, o movimento reúne participantes de maior porte, que estruturam mesas de negociação para atuar em um mercado de elevados volumes, crescente volatilidade de preços, mas que passa por uma crise de confiança
Em entrevista ao Alta Voltagem, da CNN, a executiva afirmou que a transformação também aparece do lado dos consumidores e no tamanho das operações. “A gente vê maiores consumidores, maiores empresas e maiores volumes. Ou seja, uma mudança de perfil do que a gente encontrava na BBCE”, disse.
A BBCE oferece infraestrutura para negociação e formalização de contratos de energia no mercado livre, além de atuar no registro de derivativos do setor. É nesse ambiente que Batich observa a presença mais expressiva desses participantes.
Presença discreta, mas já com negócios
Entre os principais nomes estão Trafigura, StoneX e Macquarie. Segundo a Reuters, a aproximação desses grupos ocorre de maneira discreta, com observação da dinâmica local e estruturação das equipes, mas já se traduz em negócios na plataforma. “Eles estão observando o mercado e transacionando na BBCE”, afirmou Batich.
