A Koppert mantém uma perspectiva positiva para o mercado brasileiro de bioinsumos, mesmo diante da crise de crédito que tem afetado produtores, distribuidores e, mais recentemente, a indústria de insumos agrícolas. Para o CEO da companhia, Gustavo Herrmann, a pressão sobre os custos de produção pode favorecer a adoção de produtos biológicos, que, segundo ele, podem reduzir despesas sem comprometer a produtividade das lavouras.
Herrmann projeta continuidade do avanço dos biológicos mesmo que o mercado total de proteção de plantas apresente crescimento mais limitado. Segundo ele, a participação dos bioinsumos está hoje em torno de 7% do mercado de proteção de plantas e tende a aumentar à medida que produtores buscam reduzir custos e incorporar novas tecnologias.
Segundo ele, quando integrados ao manejo, os produtos biológicos podem complementar ou substituir parte das tecnologias químicas utilizadas na proteção das lavouras. “Conforme você fala de substituição, mesmo com um mercado de proteção de baixo crescimento, você tem uma adesão ano a ano maior, e por isso os bioinsumos não param de crescer, mesmo que o mercado de proteção não cresça”, disse em entrevista ao CNN Agro News.
“A gente está vendo com muitos bons olhos esse cenário no Brasil”, afirmou.
Fábricas operam próximas do limite
A expansão da demanda, no entanto, coloca pressão sobre a capacidade industrial da Koppert. Segundo Herrmann, as unidades atuais estão próximas da capacidade máxima de produção.
