Mulheres com níveis mais altos de uma assinatura de proteínas associada à menopausa apresentaram risco 15% maior de desenvolver demência por doença de Alzheimer durante um acompanhamento de até 15 anos, segundo um estudo publicado na revista Nature Medicine.
A pesquisa também encontrou relação entre essa assinatura e um declínio mais acentuado da memória em mulheres mais velhas.
Os pesquisadores analisaram diferentes grupos de mulheres para investigar como as mudanças biológicas da transição para a pós-menopausa poderiam se relacionar ao envelhecimento cerebral.
Na etapa inicial, foram avaliadas 80 mulheres e 36 homens entre 43 e 58 anos. Entre as participantes, os cientistas compararam os períodos de pré-menopausa, perimenopausa e pós-menopausa.
A análise identificou 16 proteínas mais elevadas após a menopausa. Elas estavam relacionadas principalmente a processos de inflamação, comunicação entre neurônios e metabolismo celular.
Também foram observados aumentos de proteínas associadas a mecanismos relacionados ao Alzheimer, entre elas p-tau231 e BACE1.
Os achados foram posteriormente avaliados em uma base com 2.814 mulheres do UK Biobank.
Mudanças acompanharam queda do estradiol
A chamada assinatura proteômica da menopausa apresentou associação com a redução do estradiol e o aumento do FSH, alterações hormonais características da transição para a menopausa.
