A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor nível para o trimestre desde o início da série histórica, em 2012. O número de pessoas ocupadas chegou a mais de 103,5 milhões, também um recorde.
No entanto, esses números escondem uma realidade complexa do mercado de trabalho brasileiro. A PNAD Contínua indica que, dos mais de 103 milhões de ocupados no Brasil, quase 39 milhões trabalham na informalidade, o que representa 37,5% dos trabalhadores.
Ao mesmo tempo, o emprego com carteira assinada no setor privado ficou estável tanto no trimestre quanto no acumulado do ano. “Existe uma discussão do ponto de vista de emprego no Brasil, mais do ponto de vista qualitativo do que quantitativo”, afirmou o analista de economia Victor Irajá durante o CNN Novo Dia desta quarta-feira (30).
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De acordo com os dados divulgados pelo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram criadas mais de 165 mil vagas formais no último mês, com incremento de 7,2% em relação a agosto do ano anterior. No acumulado do ano, o saldo chegou a 1,1 milhão de vagas.
Porém, esse resultado representa uma queda de mais de 25% em comparação ao acumulado de janeiro a agosto de 2024, sinalizando um desaquecimento na geração de empregos.
