As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) já projetam um possível segundo turno nas eleições pelo Palácio do Planalto e se preparam para procurar os demais presidenciáveis por algum tipo de apoio.
A ordem no PT (Partido dos Trabalhadores) é procurar todos os candidatos, apesar de os demais nomes competitivos estarem em espectro político oposto à sigla. O entorno de Lula, inclusive, já traça estratégias para tentar atrair os concorrentes.
Petistas já cogitam caminhos para abrir diálogo com Augusto Cury (Avante). O PT crê que Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) estarão com Flávio, mas tentará ao menos convencer Gilberto Kassab, vice do ex-governador goiano e presidente nacional do PSD (Partido Social Democrático), a garantir a neutralidade da sigla.
Também haverá contato com Renan Santos (Missão) e a neutralidade “oficial” do candidato é considerado um cenário positivo. A expectativa é de que o empresário, de olho em 2030, seja mais duro com Flávio em um segundo turno.
O entorno de Flávio também indica que procurará todos os candidatos, que em tese estariam mais próximos do senador por compartilharem pautas de direita. O discurso, neste momento, é de respeitar as candidaturas, e por isso o PL (Partido Liberal) aguardará até o segundo turno.
O único dos candidatos competitivos ao Planalto que vem sendo alvo de investidas do PL é Romeu Zema.
