O presidente da Usiminas e conselheiro do Instituto Aço Brasil, Marcelo Chara, afirmou nesta 4ª feira (30.set.2026) que a sucata é um material estratégico para a descarbonização da indústria do aço. “Quem exporta sucata, exporta oxigênio, porque essa sucata reduz a densidade de carbono, de emissões de CO₂”, disse, durante participação no Congresso Aço Brasil 2026, em São Paulo.
O executivo defendeu uma regulamentação para evitar a saída da sucata do país. “Temos que encontrar a forma inteligente de regulamentar e evitar que esse oxigênio vá embora”, disse.
Ao tratar da transição energética, Chara afirmou que a redução das emissões precisa considerar a viabilidade econômica dos investimentos. “Todos queremos um planeta mais verde, mas quando tem que pagar a conta, quem paga a conta da descarbonização?”, questionou.
Segundo ele, a regulamentação do sistema brasileiro de comércio de emissões precisa ser revisada porque terá impacto financeiro sobre a indústria a partir de 2031. Afirmou que o setor industrial responde por 4% das emissões do país.
O executivo também questionou o custo da adoção de tecnologias de menor emissão diante do preço do gás natural. Citou fornos elétricos e tecnologias de redução direta. “Quem vai pagar o custo desse aço, desse CAPEX?”, questionou.
Para Chara, a transição energética precisa de planejamento de longo prazo e definição clara sobre a matriz que o país pretende desenvolver.
