Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema
Globo
Duas organizações sem fins lucrativos que acompanham as políticas da rede pública de saúde divulgaram nesta quarta-feira (30) um levantamento em que analisam os programas de saúde dos seis candidatos com 2% ou mais de intenção de voto.
O estudo é feito pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e pela Umane. Ao todo, 95 propostas foram avaliadas.
“O orçamento para a Saúde já é insuficiente e o cenário pode ficar ainda mais complexo com propostas que demandam mais recursos. Nesse cenário, ainda existem candidatos que defendam o fim do piso da saúde ou discursam sobre o cortes para o setor”, afirma Julia Pereira, gerente de relações institucionais do IEPS.
O estudo concluiu que:
➡️95% dos projetos exigiriam recursos adicionais;
➡️56% correspondem a um programa que já existe, "ainda que boa parte dos planos as apresente como novidade", diz o boletim.
“Existe proposta de usar o CPF como identificador no SUS, o que já está regulamentado desde 2025. Os planos demonstram um sério desconhecimento sobre as políticas de saúde já implementadas ou em curso”, explica a gerente do IEPS;
➡️83% das propostas dependem de coordenação com estados e municípios;
➡️47% das propostas não detalham como seriam executadas, "apresentando apenas uma intenção genérica", sem indicação de fonte de financiamento.
Mais da metade das propostas dos candidatos à Presidência para a saúde já existem no SUS, aponta estudo
