A União Europeia estima que a retomada das exportações de carne bovina brasileira para o bloco deve demorar ao menos 2 anos. A declaração foi feita na 2ª feira (28.set.2026) pelo chefe de auditorias da autoridade sanitária europeia, Eric Thévenard, durante audiência na Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu.
O prazo é calculado com base no ciclo de vida do rebanho, do nascimento ao abate. O bloco exige que os animais destinados à exportação sejam rastreados desde o nascimento sob novas regras de controle sanitário impostas aos frigoríficos brasileiros.
Os embarques de carne bovina do Brasil para a UE estão suspensos desde 3 de setembro. A autoridade sanitária do bloco alega descumprimento de normas relativas ao uso de antimicrobianos e hormônios, como o estradiol, proibidos na pecuária europeia.
Durante a reunião no Parlamento Europeu, eurodeputados questionaram os sistemas de controle sanitário brasileiros. Thomas Waitz (Áustria) criticou a falta de identificação individual do gado. Já Ciaran Mullooly (Irlanda) citou o recolhimento de lotes de carne com estradiol registrado em dezembro de 2025.
Em contrapartida, a União Europeia aprovou os controles para a exportação de carne de frango e mel do Brasil. A decisão veio depois de auditoria presencial realizada entre agosto e setembro. A liberação oficial das vendas desses produtos deve ser formalizada no final de outubro.
