O caso do Manchester City por violações das regras financeiras da Premier League pode se arrastar por anos, segundo advogados. Recursos e novas ações judiciais ameaçam prolongar uma saga que já transformou o cenário financeiro do futebol inglês.
A liga afirmou, na terça-feira (29), que o City utilizou contratos comerciais “fictícios” em esquemas para inflar receitas e subestimar custos em mais de 900 milhões de libras (cerca de R$ 6,2 bilhões) ao longo de quase uma década.
O processo paira sobre a Premier League há anos e levantou questões mais amplas sobre governança financeira, integridade da competição e a capacidade da organização de responsabilizar seus clubes mais poderosos.
“A menos que a Premier League assuma o controle, coloque todos em uma sala e diga ‘certo, é isso’, isso pode levar anos”, afirmou à Reuters Yasin Patel, um dos principais advogados especializados em direito esportivo de Londres.
Clubes podem cobrar indenizações do Manchester City
“Agora há clubes pensando em processar por perda de receitas, algo parecido com a situação entre Burnley e Everton. Isso ainda não foi resolvido, há um recurso em andamento”, disse Patel.
Ele se referia à decisão tomada pela Premier League em junho, que determinou que o Everton pagasse cerca de 35 milhões de libras (R$ 241 milhões) ao Burnley por causa do impacto do descumprimento das regras financeiras pelo clube em 2022, quando o Burnley foi rebaixado.
