Com a proibição das casas de apostas online no Brasil, grandes patrocinadoras do futebol do país, os clubes enfrentam uma situação sem precedentes, com negócios milionários e projetos esportivos em um momento de incógnita.
O presidente Lula, que tenta a reeleição em uma disputa contra o senador de direita Flávio Bolsonaro, assinou na última sexta-feira uma medida provisória que impede as atividades destas empresas, incluindo o patrocínio.
O líder de esquerda justificou a decisão pelos efeitos nocivos das apostas na saúde pública e pelo alto endividamento das famílias brasileiras.
Mas, para os clubes, estas receitas representam um verdadeiro maná financeiro, que ajudou a consolidar o domínio regional do Brasil, vencedor das últimas sete Libertadores.
A seguir, o que está em jogo.
Quanto os clubes recebem?
Dos 20 clubes da Série A, 14 têm uma casa de apostas online como patrocinadora master. O dinheiro representou 34% das receitas comerciais das equipes em 2025, ou seja, quase 200 milhões de dólares (mais de um bilhão de reais), segundo a empresa Galapagos Capital.
O Flamengo, atual campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, tem com a Betano o maior contrato de patrocínio da história do futebol sul-americano: 46 milhões de dólares (quase 240 milhões de reais) por ano. O valor equivale ao que o clube pagou neste ano pelo meia Lucas Paquetá, sacudindo o mercado continental.
