Extrema direita da França comemora maior bancada de sua história no Senado
Favorita nas eleições presidenciais na França, daqui a sete meses, Marine Le Pen mal teve tempo de comemorar, no domingo, o avanço histórico de seu partido de extrema direita no Senado.
Expoente da nova geração da Reunião Nacional, o presidente da legenda, Jordan Bardella, é alvo de denúncias de antissemitismo, que abalam seriamente a campanha e a pretensão de tornar-se primeiro-ministro francês caso ela vença o pleito.
O site investigativo Mediapart revelou, nesta segunda-feira (28), supostas mensagens antissemitas enviadas por Bardella quando tinha entre 17 e 18 anos, em que ele expressava o repertório tradicional do preconceito antijudaico.
“Todos os bancos são propriedades de judeus”; “O judeu deve dominar outros povos, esmagá-los e roubá-los”; e “Um sionista é necessariamente um judeu, e fundamentalmente” são algumas das frases atribuídas ao eurodeputado.
Marine Le Pen tirando fotos com apoiadores ao iniciar sua campanha
REUTERS/Benoit Tessier
De acordo com a reportagem, o adolescente Bardella era influenciado pelo ensaísta Alain Soral, condenado por antissemitismo e incitação ao ódio, que ajudou a moldar uma geração de ativistas de extrema-direita.
Outra mensagem atacava o filósofo Bernard-Henri Lévy e o escritor e economista Jacques Attali: “E é isso que eles querem, uma Nova Ordem Mundial dominada por Israel, com Jerusalém, claro, como sua capital”.
Estratégia de moderação de Le Pen é ameaçada por denúncias de antissemitismo contra aliado
