Quem gosta de futebol já ouviu falar na seleção da Hungria que disputou a Copa de 1954, na Suíça. Apesar de apresentar um futebol marcante, a equipe perdeu a finalíssima para a Alemanha, em Berna. Na primeira fase, as duas equipes tinham se enfrentado e os “magiares” venceram de goleada: 8 a 3. Abaixo, a ficha da decisão do mundial:
ALEMANHA 3 × 2 HUNGRIA - Berna - 04.07.1954
Alemanha: Turek; Posipal e Liebrich; Kohlmeyer, Horst Eckel e Karl Mai; Rahn, Morlock, Ottmar Walter, Fritz Walter e Schäfer.
Técnico: Sepp Herberger.
Hungria: Grosics; Buzánszky, Lóránt; Lantos, Bozsik e Zakarías; Jozsef Toth, Kocsis, Hidegkuti, Puskás e Czibor.
Técnico: Gustav Sebes.
Árbitro: William Ling (Inglaterra).
Gols: Puskás (6), Czibor (9), Morlock (11) e Rahn (18) no primeiro tempo; Rahn (39) na etapa final.
Público: 62.000.
A geração de Ferenc Puskás encantou o planeta com um jogo rápido e aplicado. Até a década de 1950, os times não costumavam fazer aquecimento antes dos duelos. Os atletas húngaros, ao contrário, se exercitavam e iniciavam os confrontos em um ritmo acelerado. Na Copa, eles marcaram inúmeros gols nos primeiros minutos. A seleção húngara ficou invicta por 31 jogos (27 vitórias e quatro empates) e perdeu, justamente, a final da Copa para a Alemanha. Naquele mundial, a seleção marcou 27 gols em cinco partidas, um recorde!
Revirando os arquivos da Jovem Pan, encontrei uma entrevista feita por Flávio Prado com o goleiro Gyula Grosics (1926-2014).
