Eram 19h05, horário local, de uma quarta-feira em meados de setembro quando a ação judicial de Jane Doe entrou na pauta da Suprema Corte do Condado de Nova York.
Em poucos dias, o documento de 101 páginas, com espaçamento duplo, capturou a atenção do país, provocando indignação e polêmica e voltando os holofotes para uma questão de longa data: a violência sexual em campi universitários.
A denúncia era explosiva: alegava que sete membros de uma fraternidade da Universidade Cornell participaram da agressão sexual contra uma integrante de uma irmandade, de 20 anos, durante um encontro de várias horas regado a drogas no outono de 2024.
O processo incluía uma captura de tela de uma mensagem no Snapchat na qual um dos homens escrevia sobre ela e outros respondiam com euforia.
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Logo após o ajuizamento da ação, em 16 de setembro, repetiu-se um padrão já conhecido.
Pessoas indignadas recorreram às redes sociais para exigir responsabilização, inundaram a Promotoria com reclamações e compartilharam fotos e outros detalhes que identificavam os membros da fraternidade, grupo que muitos passaram a chamar de “os 7 de Cornell”.
