Um relatório da PF (Polícia Federal) apontou o candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, como liderança de uma organização criminosa para “obtenção de recursos públicos a partir de contratos públicos superfaturados”.
A menção foi feita em investigação sobre o direcionamento de licitações e fraudes em contratos públicos em Minas Gerais com o grupo de Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. O relatório sigiloso foi produzido em novembro do ano passado e obtido com exclusividade pela CNN.
O documento destaca, com base em registros contidos no celular de Marcos Moura, que, entre agosto e dezembro de 2024, o empresário e o político conversaram 232 vezes, “dados que reforçam a intensa relação entre os dois”.
O Rei do Lixo e outras 24 pessoas foram indiciados pela Polícia Federal no âmbito da investigação que apura desvio de dinheiro público na destinação de emendas parlamentares. Os delegados estimam que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos.
“Ao analisarmos todo o conjunto probatório reunido nas oito fases da Operação Overclean, conclui-se que ACM Neto exerce a função de liderança da organização criminosa constituída para obtenção de recursos públicos a partir de contratos públicos superfaturados”, mostra o documento sigiloso.
