A China começará a cobrar uma tarifa adicional de 55% sobre as remessas de carne bovina do Brasil, a partir de 1º de outubro, depois que o país atingiu sua cota anual de 1,1 milhão de toneladas, informou o Ministério do Comércio nesta quarta-feira (30).
O imposto se soma à tarifa de importação padrão de 12%, elevando para 67% o imposto total de importação sobre todas as remessas que excederem a cota.
O Uruguai havia autorizado o Brasil a utilizar o excedente de sua cota de exportação de carne bovina para a China. A afirmação foi feita na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas especialistas do setor afirmam que a China não concordou em permitir que o Brasil utilize a cota do Uruguai neste ano ou no próximo.
Mesmo que o Brasil chegasse a um acordo diretamente com outros países sobre os volumes não utilizados de carne bovina, era improvável que a China concordasse, disseram fontes do setor à Reuters.
Em maio, a Reuters informou que Pequim havia rejeitado as repetidas tentativas de lobby do Brasil para permitir tal uso.
O Ministério do Comércio da China não se pronunciou publicamente sobre os pedidos do Brasil.
A China anunciou a tarifa adicional, aplicável a todos os fornecedores, em janeiro, para proteger seu setor pecuário nacional.
O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, atingiu sua cota anual de 1,1 milhão de toneladas para remessas à China, informou o Ministério do Comércio da China.
