Existe uma ideia bastante difundida de que fazer check-up significa coletar vários tubos de sangue, realizar exames de imagem e sair do consultório com uma extensa lista de resultados. Na prática, um bom acompanhamento clínico preventivo começa antes de qualquer pedido de exame.
Idade e sexo são importantes, mas contam apenas parte da história. Antecedentes familiares, pressão arterial, peso, alimentação, atividade física, tabagismo, consumo de álcool, qualidade do sono, saúde mental, medicamentos em uso e riscos cardiovascular e metabólico ajudam a definir o que realmente precisa ser investigado.
Duas pessoas da mesma idade podem, portanto, precisar de avaliações diferentes. Alguém com histórico familiar de doença cardiovascular precoce, obesidade, sedentarismo e pressão elevada não deve ser avaliado da mesma forma que uma pessoa sem esses fatores de risco.
O objetivo do check-up não deveria ser procurar qualquer alteração no organismo. É identificar riscos relevantes, reconhecer doenças silenciosas quando existe benefício em encontrá-las precocemente e orientar medidas capazes de preservar a saúde ao longo dos anos
Algumas doenças não avisam que chegaram
Esperar os primeiros sintomas para procurar atendimento pode significar perder uma oportunidade de prevenção. Hipertensão arterial, diabetes, alterações do colesterol e doença renal podem permanecer assintomáticas durante bastante tempo.
