A Premier League declarou o Manchester City culpado das 115 acusações de violações de seus regulamentos financeiros. A decisão foi divulgada nesta 3ª feira (29.set.2026), e o clube terá até 2 de outubro para recorrer.
As infrações abrangem as temporadas de 2009/10 a 2017/18. Segundo a comissão independente responsável pelo caso, o Manchester City usou contratos simulados com parceiros comerciais, apresentou registros contábeis incorretos e ocultou informações sobre sua situação financeira de auditores e reguladores. A comissão também apontou violações dos limites de gastos da Premier League e da Uefa e descumprimento das obrigações de cooperação e boa-fé durante a investigação.
A apuração durou 4 anos. As acusações formais foram apresentadas em fevereiro de 2023 e encaminhadas para uma comissão independente, responsável pelo julgamento.
Financiamento dos contratos
Segundo a comissão, patrocinadores do Manchester City pagavam apenas parte dos valores previstos nos contratos. O restante era financiado pela ADUG (Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd.), proprietária do clube.
A ADUG também teria bancado outros acordos simulados para reduzir o valor das despesas operacionais registradas pelo clube. Um contrato com a Fordham, empresa que comprou direitos de imagem de jogadores, também fazia parte do esquema e era financiado pela ADUG.
