A taxa de inadimplência da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu 5,04% em agosto de 2026. É o maior nível da série histórica do Banco Central, iniciada em março de 2011. Os dados foram divulgados na 3ª feira (29.set.2026). Leia a íntegra (PDF - 422 kB).
Segundo o BC, o indicador subiu 0,16 ponto percentual em agosto ante julho -quando estava em 4,88%-, atingindo 5,04%. Em 12 meses, avançou 0,90 p.p. Era de 4,14% em agosto de 2025 e de 4,20% em dezembro de 2025. No início da série, em março de 2011, estava em 3,17%.
ALTA PUXADA PELAS FAMÍLIAS
A inadimplência das pessoas físicas subiu 0,2 p.p. em agosto, para 6,0%, maior nível da série. Nas pessoas jurídicas, a taxa ficou estável em 3,3%.
No crédito livre -com taxas pactuadas entre bancos e clientes-, a inadimplência total foi de 6,6%. Entre as pessoas físicas, ficou em 8,0%, alta de 1,0 p.p. em 12 meses. Entre as empresas, chegou a 4,3%.
JUROS MAIS ALTOS, DÍVIDAS MAIS CARAS
A taxa média de juros do crédito livre para as famílias chegou a 61,7% ao ano em agosto, segundo o BC. Houve alta de 1,4 p.p. no mês e de 2,9 p.p. em 12 meses.
A taxa do crédito rotativo do cartão subiu 8,7 p.p. em agosto. O spread bancário médio -diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada dos clientes- chegou a 21,2 p.p.
RENDA COMPROMETIDA
Em julho, o endividamento das famílias em relação à renda acumulada em 12 meses era de 49,9%, estável ante junho.
