A agricultura regenerativa está deixando de ser apenas uma agenda ambiental e começa a se destacar como ferramenta de gestão, acesso a mercados e avaliação de riscos no agronegócio.
Neste contexto destaca-se o programa Reg.IA, lançado em 2024 como o primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina.
A iniciativa, que reúne produtores e empresas interessadas em estimular práticas como plantio direto com cobertura do solo, rotação de culturas e uso de produtos biológicos, já reúne cerca de 50 mil hectares de soja e milho cultivados por meio de práticas regenerativas.
Nesta área, produtores já percebem a redução de aproximadamente um terço nas emissões de carbono em comparação com as médias nacionais dessas culturas.
Além da menor emissão de gases de efeito estufa, as propriedades participantes apresentam, em média, 63% mais estoque de carbono no solo em comparação com a média nacional dos grãos, de acordo com a agtech Produzindo Certo, idealizadora do programa.
Para a CEO da empresa, Aline Locks, a principal mudança para o produtor é a possibilidade de transformar as práticas adotadas dentro da propriedade em dados capazes de gerar valor para o produtor.
O programa ainda está em uma fase inicial diante da dimensão da agricultura brasileira, mas a Produzindo Certo estabeleceu uma meta de expansão significativa.
