O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou pedidos do Foro Madrid, organização anticomunista ligada ao partido espanhol Vox, e da ADN (Alternativa Democrática Nacional), legenda ultranacionalista de Portugal, para acompanhar as eleições brasileiras como observadores internacionais.
O Foro Madrid e a ADN fazem parte de uma lista de 15 entidades cujas solicitações foram rejeitadas pelo TSE. A relação inclui a Transparencia Electoral, sediada na Argentina, e a Eurolat, que tem entre seus integrantes um brasileiro com mandato de vereador em cidade do Texas e defensor do tarifaço imposto por Donald Trump.
O ex-chanceler Ernesto Araújo, que esteve à frente do Itamaraty nos 15 primeiros meses do governo Jair Bolsonaro (PL), foi contratado em 2024 como assessor internacional do Foro Madrid.
A entidade é um braço da Fundação Dissenso, do partido de direita Vox, e tem personagens importantes da direita internacional como signatários de seu manifesto de criação, em 2020, que destacava o “avanço do comunismo” como “séria ameaça para a prosperidade e o desenvolvimento de nossas nações”.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), autoexilado nos Estados Unidos, a líder oposicionista venezuelana María Corina Machado, e o atual presidente chileno José Antonio Kast estavam entre os signatários, além de Santiago Abascal, líder do Vox.
