Devoção a Maria, mãe de Jesus, atravessa séculos de história, reunindo fé e esperança
Com direito a fake news e gatilhos que evocam grupos religiosos conservadores, a reta final do primeiro turno da campanha para a eleição presidencial trouxe para o centro do debate uma figura religiosa que estaria física e biologicamente ligada ao nascimento do próprio cristianismo.
Trata-se de Maria, aquela mulher que é apresentada pela Bíblia e consolidada pelas tradições cristãs como a mãe humana de Jesus, homem considerado filho de Deus pelos cristãos de todas as denominações.
No meio católico, ela também é chamada de Nossa Senhora e recebe diferentes epítetos, conforme causas ou localidades. No Brasil, o Vaticano reconhece como padroeira nacional Nossa Senhora Aparecida.
Em maior ou menor grau, protestantes enxergam de forma diferente.
Embora eles reconheçam a figura como a mulher que aceitou a missão de gerar o "filho de Deus", que teria sido confiada por Deus por meio da visita de um anjo, conforme relato bíblico, e que viveu como modelo de fé e submissão divina, não comungam com os católicos a mesma devoção a essa mulher, para os católicos a maior das santas e a grande intermediadora entre a humanidade e Jesus.
"A controvérsia parte da reforma protestante quando o ponto era especificamente a invocação de oração a Maria", diz o teólogo e escritor evangélico Gutierres Fernandes Siqueira, membro da Assembleia de Deus e autor de, entre outros, Quem Tem Medo dos Evangélicos?
Por que Maria, mãe de Jesus, é tratada de forma diferente por católicos e evangélicos
