O julgamento que apura possíveis responsabilidades pela morte de Diego Maradona ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, com os réus tentando se desvincular de eventuais falhas no atendimento médico prestado ao ex-jogador e atribuindo responsabilidades uns aos outros.
Desde abril, o tribunal de San Isidro, na região metropolitana de Buenos Aires, analisa as circunstâncias da internação domiciliar de Maradona. O ídolo argentino se recuperava de uma cirurgia para tratar um hematoma subdural quando morreu, aos 60 anos, em novembro de 2020, em consequência de uma parada cardiorrespiratória associada a um edema pulmonar.
Acusações
“Sou acusada por omissões sobre as quais nunca recebi qualquer solicitação. Como posso ter omitido algo que não me pediram?”, argumentou.
Uma das acusadas, a coordenadora médica Nancy Forlini, rebateu as alegações de que teria falhado ao fornecer a estrutura necessária para o tratamento do ex-craque.
Durante seu depoimento, Forlini apontou a psiquiatra Agustina Cosachov e o neurocirurgião Leopoldo Luque como os principais responsáveis pelas decisões relacionadas aos cuidados de Maradona.
Segundo ela, “todas as decisões passavam por eles” e ambos detinham autoridade sobre a condução do tratamento.
