O Brasil precisa proteger setores industriais afetados por altas repentinas das importações sem criar incentivos permanentes à ineficiência, afirmou Armando Monteiro, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria.
Em entrevista ao Poder360 durante o Congresso Aço Brasil 2026, Monteiro disse que as medidas de defesa comercial devem considerar o Custo Brasil -conjunto de dificuldades econômicas e burocráticas que encarecem a produção nacional.
“Não é uma mera reivindicação de proteção pela proteção ou um pacto com a ineficiência. Trata-se de reconhecer que não é justo impor aos jogadores uma regra que desconsidere as desvantagens de um deles. O Custo Brasil reúne ineficiências sistêmicas que dão ao produtor nacional uma desvantagem no cenário de competição global, tornando necessárias medidas de defesa comercial”, declarou.
Monteiro também citou os “surtos predatórios de importação” associados a mudanças nos fluxos do comércio mundial, como o aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos estrangeiros. Uma alta repentina das importações pode pressionar produtores brasileiros quando mercadorias antes destinadas a outros mercados passam a entrar no país.
“O Brasil precisa produzir uma política que equilibre a necessidade de proteger setores expostos a essa competição e ao Custo Brasil.
